Qual distro de linux baixar?

Como alguns já devem saber, o sistema operacional linux não é somente um único sistema, mas vários tipos, ou melhor, várias versões. E estas versões contêm diversas plataformas, diversos ambientes gráficos, etc. O software livre é assim: liberdade de escolha em vários aspectos.

Pra começar, existem as plataformas 32 e 64 bits. Quê significa isso? A versão que se deseja baixar, é de acordo com o tipo de processador da tua máquina. Se for um processador 32 bits, deve-se baixar um i386, i486, ou generalizando, ix86 de versão de kernel, que é o “caroço” básico do linux, ou coração deste. Se o tipo de processador for 64 bits, deve-se baixar o kernel ix86_64. Devo esclarecer também que, se o usuário recém-chegado ao linux optar pela plataforma 64 bits, pode ser que encontre algumas dificuldades a mais na hora de instalar alguns aplicativos e plugins extras necessários.

A tecnologia dos processadores 64 bits surgiu há uns 3 a 4 anos atrás, porém não se tem suporte em termos de hardware e software ainda. Mas mesmo assim, o ambiente linux proporciona mais suporte que o ambiente windows.

Quanto a qual distribuição utilizar, você pode optar por uma entre mais de 300! Veja o sítio DistroWatch só para ter uma idéia de quantas distros existem:

Imagem do DistroWatch

DistroWatch

Neste mesmo site se pode ver o rank das distribuições mais utilizadas no mundo.

Agora que já sabemos sobre tipo de kernel e distros, devemos nos familiarizar quanto aos ambientes gráficos disponíveis.

Existem vários. Citarei abaixo alguns:

Ambiente gráfico KDE

KDE → É um dos mais utilizados por se assemelhar mais ao ambiente do windows. Tem um visual mais arrojado e, como tal, consome mais memória ram também. Logo, para se utilizar este ambiente, deve-se ter uma máquina um pouco mais “parruda”. Usa um conjunto de bibliotecas chamada de Qt3. O novo kde, o kde 4, que será lançado no ano que vem, virá com as novas bibliotecas Qt4. Seu site oficial é:

kde.org

Ambiente gráfico Gnome

Gnome → Um ambiente gráfico também muito utilizado, porém menos “pesado” que o anterior. Utiliza as bibliotecas GTK2. Seu site oficial é:

gnome.org

Outros ambiente gráficos menos utilizados:

Blackbox, Blanes, Enlightenment, Fluxbox, IceWM, QVWM, TWM, WindowMaker, Xfce, XFWM.

Como todos podem ver, as diversidades e opções são muitas. Umas mais arrojadas, outras menos, mas com cada uma tendo a sua funcionalidade, seu objetivo. As menos arrojadas por exemplo, destinam-se a computadores com menos recursos de hardware, computadores mais antigos, já que o linux não requer muito de hardware. Ele pode rodar em diversos tipos de máquinas, desde que se opte pelo ambiente gráfico adequado.

Para baixar a sua distribuição específica, pode-se fazê-lo diretamente do site do desenvolvedor ou de outros alternativos. Existem universidades espalhadas pelo mundo que disnonibilizam mirrors para que se possam baixar diversas distros. Cito aqui uma muito boa, com velocidade de download bem alta:

Site do Linorg

Linorg

Sei que nele se encontram ainda algumas distros do ano passado, mas você também pode ir ao site do DistroWatch e baixar a versão desejada.

Mas, agora concluindo o artigo, eu diria que hoje em dia, o sistema operacional linux já está muito mais fácil de ser utilizado em computadores desktops, ou seja, os coputadores pessoais caseiros. Como eu expus aqui, existem as diversas distribuições (e qualquer um pode fazer, montar a sua própria também!), os diversos tipos de kernels disponíveis, e os diverso tipos de ambientes gráficos também. Certamente haverá uma em especial que o agradará mais, que você encontrará mais suporte, ajuda em termos de contatos de fóruns e comunidades espalhadas pela internet. Basta ter somente um pouco de dedicação e vontade de aprender a usar o software livre.

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Como tudo começou…

Em janeiro do ano passado eu adquiri este computador, um Athlon XP AMD 64, placa-mãe Asus K8V X-SE, com placa de vídeo offboard ATI Radeon 9250 Pro. Como eu estava querendo uma máquina “turbinada”, optei logo pelo processador 64 bits. Se eu soubesse que iria dar tantos problemas…

Como eu não sabia instalar nada e o computador veio sem sistema operacional, meu irmão tratou logo de instalar o Windows, que era, na época, o XP SP1, com anti-vírus da McFee. Eu estava no RJ e, quando voltei pra casa e fui navegar na internet, não demorou muito e peguei vírus. Consegui uma cópia do Windows xp sp2 e, mesmo sozinho, consegui formatar e reinstalar o sistema. Mas pedi a um amigo que instalasse também o linux, que na época, era o Mandriva Powerpack 2006 AMD64, ficando assim com um dual boot, gerenciado pelo lilo.

Com o tempo, aprendi que para se instalar as coisas no linux era muito difícil, não conseguia navegar na internet, que já era uma banda de rede “meio-larga”, com todos os plugins instalados, como java e flash player. E a minha insatisfação ficou ainda maior quando eu descobri que simplesmente não existe estes plugins para a plataforma 64 bits!!

Mas eu continuei usando o linux também, não como um sistema primário, mas como escola mesmo. Ele tem um visual muito mais bonito que o xispê, o que me impresionava. Era o ambiente gráfico KDE.

Como eu sempre pegava “malwares” no windows, sempre formatava por conta disso, acabava instalando outras distribuições de linux, no lugar do saudoso Mandriva. Daí foram: Kurumin, Debian, Famelix, Ubuntu…

Algumas foram com kernel 32 e outras com 64 bits. Eu descobri que com os sistemas com kernel 32 bits, como o Kurumin e Famelix, por exemplo, dava problema de boot. Explicando melhor: ao ligar o computador e escolhendo o boot pelo linux, o kernel iniciava mas, quando chegava no ambiente de carregamento do modo gráfico, simplesmente parava e a tela ficava preta!

Conseqüência de minha placa gráfica. Daí eu percebi que só poderia utilizar kernel x86_64. Aí eu caía no problema dos plugins… Que dilema! Isso acabava me irritando muito.

Este ano, cansado dos bugs do windows e seus malwares diversos migrei completamente para o ubuntu, na versão 6.06, a Dapper Drake, pois eu descobri que havia bastante tutorial na internet. Daí eu descobri o plugin para flash, o nspluginwrapper. Com isso, fiquei tão satisfeito que passei a me dedicar a aprender realmente o sistema, e não ficar simplesmente instalando uma distribuição após outra, simplesmente para ver se havia alguma facilidade ou novidades.

Como esta versão, a 6.06 LTS não habilitava minha multifuncional no modo scanner, somente no modo impressora, eu testei por fim a versão que era a atual na época, em agosto deste ano, o 7.04 Feisty Fawn, que uso até agora.

Em outubro, quando surgiu a versão nova de Ubuntu (ela é atualizada para uma versão nova a cada 6 meses!), eu tratei de me atualizar também. Era a versão 7.10 Gutsy Gibbon. Porém, como esta versão deu muitos bugs em meu computador, acabei voltando para a versão anterior mesmo.

Meu próximo upgrade será somente em abril do ano que vem, com a versão 8.04 LTS, se funcionar em minha máquina!

Sistemas Operacionais

Muitas pessoas quando conseguem adquirir um computador, compram visando preços, ou acabam pegando algumas dicas com algum amigo que conhece um pouco mais e adquirem uma máquina cheia de recursos. Recursos estes que a princípio não fazem o menor sentido mas, visando o futuro, almeja-se que a máquina dure bastante tempo, sem upgrades.

Geralmente existem 3 situações:

1. O computador vem sem sistema operacional

Neste caso, o novo usuário, recém informatizado, não conhece outro sistema operacional a não ser o Windows, ele trata logo de pegar uma cópia “pirata” e instalá-la, ou pedir ao seu amigo que conhece um pouco mais para fazê-lo.

2. Veio com o linux

Aqui, sem pensar muito, ele trata logo de formatar o computador e instalar a mesma versão “pirata” do Windows, seja ele qual for, sem saber que nesta situação, ele acaba perdendo algumas garantias de fábrica, concedidas pela loja em que comprou. Acaba sem saber também que, neste caso, ele não possui o cd de instalação dos drivers necessários para ter os recursos da placa-mãe, placa de vídeo e outros, devidamente habilitados.

Novamente ele vai ter que recorrer ao amigo que detém um pouco mais de conhecimento em informática para baixar, via internet, em outro computador (lógico), os necessários drivers de seus hardwares.

3. Veio com uma licença de Windows (XP ou Vista).

Somente neste caso, o novo usuário permanecerá “preso” ao Windows e aos softwares da Micro$oft compatíveis. Porém, às vezes até sem saber, ele no fundo pagou mais caro para ter o seu computador, uma vez que uma licença de Windows, não é nada barato, e agora, tem que ser renovada anualmente.

O que quero deixar claro aqui é que existem uma gama enorme de sistemas operacionais para se usar os computadores. Mas o que são sistemas operacionais?

Todo hardware, seja ele computador, celular, palmtop, máquina de lavar, necessita de algum meio de executar todas as suas funções. Os primeiros computadores eram habilitados manualmente, conectando ou desconectando fios. Com o advento dos softwares, toda esta “trabalheira” mudou, evoluiu.

O sistema operacional (SO) faz exatamente isto: habilita o usuário a ouvir música, escrever um texto, se divertir com jogos diversos, enfim. Sem ele, a máquina não funcionaria. É claro também que além do SO, é necessário se ter os aplicativos para os diversos fins citados acima, e estes devem ser compatíveis entre si.

Alguns exemplos de SO’s: Windows, e suas versões, como 3.11, 95, 98, 2000, xp, vista, etc; linux e suas diversas distribuições, como o Kurumin, Gentoo, Slackware, Ubuntu, Mandriva, etc; Unix; Solaris; BeOS e outros. Escolha o seu de acordo com a sua necessidade.

Saudações!

D3ry1 Sejam bem vindos ao meu web log! Aqui devo apresentar de forma mais didática quanto possível, algumas dicas, artigos e tutoriais relacionados às minhas aventuras pelo mundo do software livre, linux e, em especial, à distribuição de linux que uso no momento: Ubuntu 7.04.

Deixo claro também que a maiora dos posts que aqui serão relatados, serão específicos ao ambiente kernel x86_64, que é para processadores da família 64 bits. Espero que seja bom aproveito.