Gravar mídias via linha de comando

Como tenho me dedicado a utilizar mais o terminal, pois tenho testado a interface gráfica Fluxbox, vou relacionar aqui uns comandos muito úteis para utilizar em substituição aos programas Brasero, K3b, GnomeBaker entre outros de interface gráfica. Então vamos lá!

1. Apagando uma mídia do tipo RW.

1.1. Primeiro devemos desmontar a unidade:

# umount /dev/cdrom

1.2. Agora, apagamos a mídia com o comando:

# cdrecord dev=/dev/cdrom blank=fast

OBS.: Eu coloquei “#” nos comandos acima mas não tenho certeza, no momento, se não funcionam também como usuário comum, “$”. Testem para saber, ok?

 

2. Criar e gravar um arquivo .iso.

2.1. Neste caso, existem dois comandos a se escolher. Pode ser este:

$ dd if=/dev/cdrom of=/pasta/onde/se/deseja/gravar.iso

Ou este:

$ mkisofs -r -J -o trabalho.iso /pasta/onde/se/deseja/gravar

Explicação dos parâmetros:

-r → permite que qualquer cliente possa ler o conteúdo do arquivo gerado, o que evita problemas ao tentar ler o arquivo no Windows, por exemplo (para os que o utilizam…)

-J → mais uma opção para manter compatibilidade no Windows, que seria ativar as extensões Joliet.

-0 → especifica o nome do arquivo ISO que será gerado.

Eu ainda não testei este segundo comando, apenas o primeiro. E olha que ele funcionou onde os programas de interface gráfica citados acima não foram capazes de o fazer, hein?!

2.2. Gravar a .iso gerada acima:

$ cdrecord -v -fs=16M speed=8 dev=0,0,0 -data nome_da_imagem.iso

Explicação dos parâmetros:

-v → modo verbose: exibe informações durante a gravação, ou seja, o que está sendo feito.

-fs=16 → especifica o tamanho do buffer na RAM em megabytes. Substitua o 16 por um número menor caso se tenha pouca RAM.

-speed=8 → velocidade de gravação. Pode ser qualquer número suportado pelo teu gravador. Graças ao cache de memória e à multitarefa real, o sistema oferece uma tolerância maior durante a gravação. Quase sempre se consegue gravar em 8x ou mais, mesmo que continue vendo um filme no media player, por exemplo.

-dev=0,0,0 → é a localização do gravador. O 0,0,0 é o padrão para gravadores IDE, na maioria das distros. Se não funcionar, use o comando “cdrecord -scanbus”, como root para ver onde está instalado o teu gravador.

 

Agora é só brincar um pouco de apagar e gravar cd/dvd via linha de comandos, eheheh.

 

Um pensamento sobre “Gravar mídias via linha de comando

  1. Elder Marco disse:

    Interessante o seu blog, gostei de alguns posts. Aquele sobre como saber um determinado comando através do/proc foi realmente legal.

    Eu tenho um, o ‘Muitos Mundos’ (http://muitosmundos.wordpress.com), mas logo logo irei migrar para o outro que preenchi acima.

    Vou assinar o feed do seu e acompanhar de agora em diante. =]

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