BlackArch Linux – Uma nova distribuição para Pentesters

blackarch

Uma boa novidade para os profissionais de segurança: BlackArch! Para quem, assim como eu, gosta de como as coisas funcionam no Arch Linux essa é uma notícia particularmente boa, visto que o BlackArch não se trata realmente de uma nova distribuição, mas sim de uma extensão para o Arch Linux. Como assim? Bom, você possui duas opções para utilizar o BlackArch, sendo uma delas como uma distribuição completa, através de um Live CD, por exemplo, e a outra como uma extensão (um repositório de pacotes) para o Arch Linux, onde você poderá apenas inserir um repositório em sua já existente distribuição Arch Linux e ter acesso ao conjunto de ferramentas do BlackArch.

O BlackArch, atualmente, possui suporte para as arquiteturas i686 e x86_64, com previsão de suporte para ARM em breve (Sim, meu RaspBerry poderá se tornar uma ferramenta para pentests). No mais, o BlackArch hoje possui mais de 600 ferramentas, estando este número crescendo constantemente, e utiliza grupos modulares de pacotes, facilitando a instalação dos mesmos.

A ISO Live trás diversos gerenciadores de janelas ou ambientes gráficos, como o dwm, Fluxbox, Openbox, Awesome, Wmii, i3 e Spectrwm. É claro, ele também trás um instalador capaz de instalar a partir do fonte.

Dentre as ferramentas existentes estão: 3proxy, 42zip, acccheck, aesfix, against, airflood, airoscript, bluepot, blueprint, braces, bss, bully, cisco-ocs, cmospwd, dbd, dc3dd, deblaze, dhcpig, enumiax, fakedns, … Vocẽ não espera que eu liste todos os mais de 600, certo?

openbox

Configurando como um Repositório Não-Oficial

Se você já possui o Arch Linux instalado e deseja apenas inserir o BlackArch como um repositório em sua distro, execute os seguintes comandos como root, os quais servirão para assinar os pacotes: (Se você não possui o Arch Linux instalado e/ou simplesmente deseja rodar o Live CD ou instalar o mesmo por completo, seja em uma máquina física ou virtual, siga para a seção Instalando o BlackArch Linux utilizando a Live-ISO)

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 # wget -q http://blackarch.org/keyring/blackarch-keyring.pkg.tar.xz{,.sig}

 # gpg --keyserver hkp://pgp.mit.edu --recv 4345771566D76038C7FEB43863EC0ADBEA87E4E3

 # gpg --keyserver-o no-auto-key-retrieve --with-f blackarch-keyring.pkg.tar.xz.sig

 # pacman-key --init

 # rm blackarch-keyring.pkg.tar.xz.sig

 # pacman --noc -U blackarch-keyring.pkg.tar.xz

Em seguida, adicione as seguintes linhas ao seu arquivo /etc/pacman.conf:

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  [blackarch]
  Server = <mirror_site>/$repo/os/$arch

Substitua <mirror_site> por um mirror de sua escolha, preferencialmente um dos mirrors oficiais contidos neste link.

Uma vez que você tenha seguido os passos acima, execute:

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 $ sudo pacman -Syyu

Instalando os pacotes

Agora que você já preparou o terreno assinando e configurando o repositório do Black Arch, basta instalar os pacotes em seu Arch Linux.

Para listar todas as ferramentas disponíveis, execute:

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 $ sudo pacman -Sgg | grep blackarch | cut -d' ' -f2 | sort -u

Para instalar todas as ferramentas, execute:

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 $ sudo pacman -S blackarch

Para instalar uma categoria de ferramentas, execute:

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 $ sudo pacman -S blackarch-<categoria>

Para ver as categorias existentes no BlackArch, execute:

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 $ sudo pacman -Sg | grep blackarch

Instalando o BlackArch Linux utilizando a Live-ISO

Antes de mais nada, baixe a ISO a partir do site oficial.

Em seguida, dê boot na ISO e instale o script de instalação do BlackArch:

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 $ sudo pacman -S blackarch-install-scripts

Agora, basta instalar:

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 # blackarch-install

Fonte:

http://blog.marcelocavalcante.net/blog/2014/01/30/blackarch-linux-uma-nova-distribuicao-para-pentesters/

Comandos do Pacman

Tendo como base o Arch Linux, o Manjaro também usa o pacman, que é um gestor de pacotes, possibilitando gerenciar o funcionamento da nossa distro. Diante disto, quais são os principais comandos do pacman? Vejamos alguns deles:

pacman -Sy = sincroniza os repositórios.
pacman -Su = procura por atualização.
pacman -Syu = sincroniza os repositórios/procura por atualização.
pacman -Syy = sincroniza os repositórios do Manjaro Linux.
pacman -Syyu = sincronização total/procura por atualização.
pacman -S pacote = instala um pacote.
pacman -R pacote = remove um pacote.
pacman -Rs pacote = remove o pacote junto com as dependências não usadas por outros pacotes.
pacman -Rsn pacote = remove o pacote junto com os arquivos de configuração.
pacman -Ss pacote = procura por um pacote.
pacman -Sw pacote = apenas baixa o pacote e não o instala.
pacman -Si pacote = mostra informações de um pacote não instalado.
pacman -Qi pacote = mostra informações do pacote já instalado.
pacman -Se pacote = instala apenas as dependências.
pacman -Ql pacote = mostra todos os arquivos pertencentes ao pacote.
pacman -Qu = mostra os pacotes que serão atualizados.
pacman -Q = lista todos os pacotes instalados.
pacman -Qo arquivo = mostra a qual pacote aquele arquivo pertence.
pacman -Sc = deleta do cache todos os pacotes antigos.
pacman -A arquivo.pkg.tar.gz = instala um pacote local.
pacman -Scc = limpa o cache, removendo todos os pacotes existentes no /var/cache/pacman/pkg/.
pacman-optimize = otimiza a base de dados do pacman.
pacman -Sdd = instala ignorando as dependências.
pacman -Rdd = elimina um paquete ignorando las dependências.
pacman-mirrors.conf = para gerenciar pacman.cof
pacman-mirrors -g = para gerar um novo mirrorlist
pacman -U = instalar pacotes baixados
pacman -Rscn = Desinstala pacotes e suas dependencias e seus registros, tudo.
pacman -S pacote –nonconfirm = Instala o pacote sem precisar confirmar com “yes/no ,S/N”…
pacman -Syu –ignoregroup pacote1 , pacote2… = Sincroniza os repositórios/procura por atualização e ignora os grupos dos pacotes solicitados.

Rodando man pacman vamos ver que esse gestor de pacotes possui mais comandos e funcionalidades. Para mais informações:

https://wiki.archlinux.org/index.php/Pacman_%28Portugu%C3%AAs%29

Fonte:
http://www.manjaro-linux.com.br/forum/viewtopic.php?f=17&t=564

Como habilitar usuário root no GNU/Linux Ubuntu

Abra um terminal em seu ambiente gráfico, ou tecle, simultaneamente <Cntrl><Alt><F1>, que aparecerá:

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Antes de prosseguir, devo informar que para voltar à sua tela gráfica original, você deve digitar <Cntrl><Alt><F7>.

Agora vamos explicar os itens em vermelho:

jefferson nome do usuário logado;

~ → informa que você está em tua pasta /home/jefferson;

$ (dólar) → informa que não és superusuário, ou melhor, usuário “root”.

Para confirmar em qual diretório estás, digite o comando “pwd”:

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Para habilitar o usuário root, digitamos o comando “sudo -i” e seremos root temporariamente:

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Esta tela indica que és usuário root, estás na pasta /home/root e o “cerquilha” (#), confirma que és realmente o superusuário.

Para habilitar agora a senha de um root, digite “passwd”:

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Atenção, como foi digitado apenas “passwd”, este comando irá criar/mudar apenas a senha do root. Se tivéssemos digitado “passwd jefferson”, o comando iria mudar a senha do usuário jefferson.

Se quiseres testar a habilitação do usuário root, com senha, dê “exit” duas vezes e:

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É isso!

Como editar textos com o vi (vim)

Introdução

“vi” é a sigla para “Visual Interface”. A origem desse nome se deve ao seguinte fato: quando o vi foi criado (começo da década de 80), não era comum existirem editores de textos como nos dias de hoje. Naquela época, você digitava um texto mas não podia vê-lo! Isso mesmo! Em 1992, foi criado o vim (Vi IMitator), um clone fiel ao vi, porém com muitas outras funcionaliades, que só foram sendo adicionadas. Algum tempo depois, o vim passou a ser chamado de `Vi IMproved’ (vi melhorado).

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O vim é um dos editores de textos mais utilizados no mundo Unix. Em alguns sistemas, existe um link simbólico (/bin/vi) apontando para o /usr/vim. Em outros, o /bin/vi é o executável, só que executa diretamente o vim. Muita gente acha que usa vi, mas na verdade utiliza o vim, e eles têm algumas diferenças. O que você verá abaixo fala sobre o vim.

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O vim é um editor de textos muito poderoso, ele pode: abrir vários arquivos ao mesmo tempo, possui sistema de autocorreção, auto-identação, seleção visual, macros, seleção vertical de texto, uso de expressões regulares, sintaxe colorida, e muito mais. Ele não é exclusivo do Unix, ou seja, pode ser executado em outras plataformas, como Amiga, MacOS, Sun, Windows entre outras.

Existe também o gvim, que é o vim em modo gráfico, com todas as funcionalidades do vim em pleno funcionamento, o que muda é apenas o modo gráfico mesmo.

O vim possui vários modos, ou seja, estados em que ele se encontra. São eles: modo de inserção, comandos, linha de comando, visual, busca e reposição. Abordarei os dois principais:

Modo de inserção e de comandos

Para identificar o modo (estado) do vim, basta visualizar o rodapé da tela.

Agora, vamos à prática. Para executar o vim, utilize:

$ vi => Abre o vim vazio, sem nenhum arquivo e exibe a tela de apresentação.
$ vi arquivo => Abre o arquivo de nome “arquivo”.
$ vi arquivo + => Abre o arquivo de nome “arquivo”, com o cursor no final do mesmo.
$ vi arquivo +10 => Abre o arquivo de nome “arquivo”, com o cursor na linha 10.
$ vi arquivo +/Copag => Abre o arquivo de nome “arquivo”, na primeira ocorrência da palavra “Copag”.

Ao executar o vim, ele inicia diretamente em modo de comando. Para comprovar, é só olhar na última linha (rodapé) e não vai haver nada lá. Isso quer dizer que você não conseguirá escrever nada, pode digitar a vontade que só vai ouvir beeps. Para começar a escrever, pressione “i” em seu teclado. O vim entra em modo de inserção, que você comprova (como falado anteriormente) pelo rodapé da tela, onde fica a seguinte marcação:

– – — INSERT —

Suponha que você já digitou o bastante, e quer salvar, por segurança. Pressione a tecla ESC para voltar em modo de comandos. E veja os comandos para salvar/sair:

:w => Salva o arquivo que está sendo editado no momento.
:q => Sai.
:wq => Salva e sai.
😡 => Idem.
ZZ => Idem.
:w! => Salva forçado.
:q! => Sai forçado.
:wq! => Salva e sai forçado.

Então, você editou uma boa quantidade de textos e quer salvar:

:w

Agora, quer voltar a editar o texto:

i

Lembre que utilizando o “i” para inserção, a mesma se inicia inserindo texto antes do cursor. Veja agora outros subcomandos de inserção de texto:

A => Insere o texto no fim da linha onde se encontra o cursor
o => Adiciona uma linha vazia abaixo da linha corrente
O => Adiciona uma linha vazia acima da linha corrente
Ctrl + h => Apaga último caracter à esquerda

Voltando ao modo de comando:

Veja agora subcomandos para movimentação pelo texto:

Ctrl + f => Passa para a tela seguinte.
Ctrl + b => Passa para a tela anterior.
H => Move o cursor para a primeira linha da tela.
M => Move o cursor para o meio da tela.
L => Move o cursor para a última linha da tela.
h => Move o cursor para caracter a esquerda.
j => Move o cursor para linha abaixo.
k => Move o cursor para linha acima.
l => Move o cursor para caracter a direita.
w => Move o cursor para o início da próxima palavra (não ignorando a pontuação).
W => Move o cursor para o início da próxima palavra (ignorando a pontuação).
b => Move o cursor para o início da palavra anterior (não ignorando a pontuação).
B => Move o cursor para o início da palavra anterior (ignorando a pontuação).
0 (zero) => Move o cursor para o início da linha corrente.
^ => Move o cursor para o primeiro caracter não branco da linha.
$ => Move o cursor para o fim da linha corrente.
nG => Move o cursor para a linha de número “n”

(susbstitua n pelo número da linha)..
G => Move o cursor para a última linha do arquivo.

Copiando e colando textos no vim (utilizando o mouse)

Selecione o texto necessário com o botão esquerdo do mouse. Quando você for colar, saiba que o texto será colado a partir de onde se encontra o cursor (esse que aparece, às vezes piscando e às vezes não, quando você está digitando). Para colar, depois de ter selecionado o texto, você pode utilizar uma dessas opções:

1) Pressionando o botão direito do mouse;
2) Pressionando o botão direito + botão esquerdo juntos;
3) Pressionando o botão do meio do mouse (mouse de 3 botões);

Observação: Lembre-se que o vim deve estar no modo de inserção.

Usando o modo visual do vim

Entre no modo visual: v
Agora, utilize as teclas direcionais (setas) do teclado, para selecionar o texto desejado.
Pressione e cole, utilizando a tecla “p” (paste).

Veja agora como apagar um determinado texto:

Utilizando normalmente as teclas Backspace/Delete, ou entrando em modo visual (v) e pressionando a tecla Delete.

Você pode remover até o final de uma palavra, utilizando: dw
Pode também remover até o final de uma frase: d$

Desfazendo uma ação

É claro que você pode desfazer uma ação que você considera errado, ou que errou ao digitar o texto. É só utilizar: u
Se você precisar voltar o texto na tela, utilize as teclas Ctrl + r.

Subcomandos para localização de texto

/palavra => Procura pela palavra ou caracter acima ou abaixo do texto.
?palavra => Move para a ocorrência anterior da palavra (para repetir a busca use “n”).
n => Repete o último comando utilizando / ou ?.
N => Repete o último comando / ou ? ao contrário (baixo para cima).
Ctrl+g => Mostra o nome do arquivo, o número da linha corrente e o total de linhas.

Mais opções para remoção de caracteres

x => Apaga o caracter onde o cursor estiver.
dd => Apaga a linha inteira onde o cursor estive
D => Apaga a linha a partir da posição do cursor até o fim.
J => Une a linha corrente à próxima.
:5dd => Removeas próximas 7 linhas a partir da posição do atual do cursor (qualquer número).

Mais para copiar e colar

:yy => Copia a linha onde o cursor se encontra.
:5yy => Copia as próximas 5 linhas a partir da posição atual do cursor.
:p => Cola o que foi copiado na linha abaixo do cursor atual.

Opções para substituição de textos

rCARACTER => Substitui o caracter onde o cursor se encontra pelo caracter especificado em CARACTER.
RTEXTO => Substitui o texto corrente pelo texto digitado (sobrepõe).
cw => Remove a palavra corrente para substituição.
cc => Remove a linha corrente para substituição.
C => Substitui o restante da linha corrente, esperando o texto logo após o comando.
J => Une a linha corrente à próxima.
:s/velho/novo => Substitui a primeira ocorrência de “velho” por “novo” na linha corrente.
:% s/velho/novo => Substitui em todo o arquivo (%) a primeira ocorrência de “velho” por “novo” em cada linha.
:% s/velho/novo/g => Substitui em todo o arquivo (%), todas (g) as ocorrências de “velho” por “novo”.
:% s/velho/novo/gc => Igual ao anterior, mas pedindo confirmação para cada substituição.
:% s/^String[0-9]//gc => Expressões regulares também funcionam, como no sed.
:% s/./\u&/gc => Converte para maiúsculas (\u) o primeiro caracter (.) de cada linha.

Abreviações

:ab => Mostra todas as abbr.
:abc[lear] => Remove todos.
:iab => Apenas para modo de inserção.
:iabc[lear] => Tira todos de inserção.
:cab => Apenas p/modo de comando ( : ).
:cabc[lear] => Tira todos os modos de comando.
:una vc => Tira ab para vc.

Observação: Pontuação, espaço ou o ENTER, disparam a expansão de uma abreviação. Porém, Ctrl+] também pode ser usado, para expandir sem adicionar caracteres.

Opções para o comando SET

:set
autowrite aw => Salva a cada alteração.
backspace bs => Comportamento backspace (1 ou 2).
errorbell eb => Campainha de erro.
expandtab et => Troca tab por espacos.
fileformat=dos ff => Converte o arquivo para DOS.
hidden hid => Preserva o buffer.
hlsearch hls => Elumina a última procura.
ignorecase ic => Case insensitive na busca.
incsearch is => Ilumina procura enquanto digita.
laststatus=2 => Mostra linha de estado.
lazyredraw lz => Não redesenha em macros.
lines=N => Múmero de linhas na tela.
magic => Usar mágicas na procura de padrões.
number nu => Mostra núm da linha.
report=N => Mostra aviso quando N linhas mudaram (0=sempre).
showcmd => Mostra o comando que se está fazendo.
showmatch sm => Mostra o casamento de {},[],().
smartcase scs => Assume “noic” quando tiver maiúsculas.
textwidth=N => Quebra de linha do texto.
undolevels ul=N => Guarde os N últimos comandos para desfazer (padrão=1000).
vb t_vb= => Retira o “beep” de erro.

Agora invertendo maiúsculas/minúsculas

5~ => Inverte os 5 próximos caracteres.
g~$ => Inverte todos os caracteres até o fim da linha.
seleciona, u => Converte para minúsculas.
seleciona, U => Converte para maiúsculas.
seleciona, ~ => Inverte.

Observação: Onde está escrito “seleciona”, é para fazer utilizando o modo visual (v).

Agora veja como definir coluna de quebra de linha (problema que eu tive quando iniciei no aprendizado do vim):

:set textwidth=N

Se você já estiver num arquivo pronto:

:set wm=5 => O número 5 aqui são as colunas que serão “cortadas”.
gqG => Até o final do arquivo.

Vamos ver agora o que podemos fazer pressionando a tecla “Ctrl”:

É claro que é segurando Ctrl + .

No modo de COMANDO:

A => Incrementa um número (Add)
X => Decrementa um número
S => ScrollLock
L => Redesenha tela
V => Modo visual (Visual Vertical)
G => Status do arquivo
M => Início da próxima linha
E => Linha abaixo sem mover cursor
Y => Linha acima sem mover cursor
N => Próxima linha (Next)
P => Linha anterior (Previous)
F => PageDown (Forward)
B => PageUp (Backyard)
U => PageUp / 2 (Up)
D => PageDown / 2 (Down)

Agora, no modo de INSERÇÃO:

A => Insere o último texto inserido
I => TAB
S => ScrollLock
H => BackSpace
T => 2 tab’s no início da linha (Two Tabs)
V => Anula expansão do próximo caractere
J => Enter – quebra de linha
M => Enter – quebra de linha
L => Redesenha tela
R => Insere conteúdo do registrador [a-z] (Veja abaixo)
K => Insere um dígrafo (Veja abaixo)
N => Procura palavra no texto atual (Next)
P => Procura palavra no texto atual (Previous)
Y => Copia caractere que está acima (Yank)

Veja os caracteres especiais:

ga => Mostra o código da letra sobre o cursor.
:dig => Mostra todos os dígrafos disponíveis (tabela).

Exemplos: Para fazer um º, use Ctrl+K,-,o (“Ctrl”+”K”+”-“+”o”).
Para fazer um ½, use Ctrl+K,1,2 (“Ctrl”+”K”+”1″+”2”).

Trabalhando com arquivos e janelas múltiplas

Você pode abrir múltiplos arquivos, por exemplo:

$ vim arquivo1 arquivo2

E pode alternar entre as janelas. Veja:

:wn => Grava o atual e vai ao próximo.
:wN => Grava o atual e vai ao anterior.
:args => Mostra todos os arquivos atuais.
:qa => Sai de todas as janelas de uma vez.
:all => Abre todos os arquivos em janelas individuais.

Tecla chave das janelas = Crtl+W
j, seta abaixo => Move para janela abaixo.
k, seta acima => Move para janela acima.
o => Apenas esta janela, fecha todas as outras (Only).
+, – => Muda o tamanho da janela.
= => Deixa todas as janelas com tamanhos iguais.

Os registradores

“[a-z] => Use o registrador [a-z] para o próximo delete, cópia ou cola.
:reg => Mostra o conteúdo de todos os registradores.
:reg [a-z] => Mostra o conteúdo do registradores [a-z].

Observação: O [a-z] pode ser: 0-9a-z%#:.-=”

Marcas:

m[a-z] => Marca em [a-z] a posição corrente do cursor.
`[a-z] => Vai até a marca [a-z].
“ => Vai até a posição anterior ao último pulo (alterna).
:marks => Mostra as marcas ativas.

Fazendo gravação de seqüência de comandos

q[a-z] => Inicia a gravação de uma seqüência no registrador [a-z].
q[A-Z] => Inicia a gravação, adicionando no registrador [a-z].
q => Pára a gravação.
@[a-z] => Executa a seqüência do registrador [a-z] (5 vezes? 5@a)

Dica: Pode-se colocar o @[a-z] dentro da própria gravação do q[a-z]! Assim ele é executado recursivamente. Muito útil quando há uma procura de padrões na gravação. faz para todas as ocorrências.

Mapeamentos

:map :r!date => Mapeamento em modo de comando.
:imap :r!date => Mapeamento em modo de inserção.
:cmap r!date => Mapeamento em modo linha de comando.
:vmap :r!date => Mapeamento em modo visual.

Exemplos:

“html: negrito no trecho selecionado
:vmap d`pa # html: negrito no trecho selecionado

“liga/desliga autoIndent
:map ,si :set ai!:echo “autoIndent=”&ai

“mostrar os espaços em branco no fim das linhas
:map / *$^M

Através dos mapeamentos é possível “encurtar” comandos, ou seja, abreviá-los. Conheça as sintaxes:

Comment => Ciano
Constant => Roxo
Identifier => Ciano
PreProc => Azul escuro
Special => Vermelho
Statement => Amarelo
String => Roxo
Type => Verde

Todo => Preto, fundo marrom
Error => Branco, fundo vermelho
Ignore => Preto, fundo preto! – esconde

Utilizando o recurso de expandtab

Mas, o que isso faz? Transforma todos os TABs em espaços. Podemos ativar dentro do próprio vim, utilizando o comando:

:set expandtab

Para desabilitar:

:set noexpandtab

Podemos colocar também no arquivo ~/.vimrc a seguinte linha:

set expandtab

O arquivo ~/.vimrc pode ser usado para muitas configurações, e essa é uma delas. Existe ainda o arquivo ~/.exrc, mas não entraremos em detalhes.

Podemos incluir a saída de um comando no vim, utilizando:

:r!comando

Por exemplo:

:r!rpm -q kernel

Incluiria o seguinte resultado, dentro do seu texto (isso na minha máquina):

kernel-2.4.18-3

Dicas diversas do vim:

:xit => Igual :wq, mas só grava se tiver sido alterado algo no arquivo.

:map N_ARQ ^R=expand(“%:t:r”)^M
Imprime no arquivo o próprio nome do arquivo editado quando N_ARQ é digitado.

Agora, veja como alinhar o texto:

:left
:right
:center

E para fazer uma busca de 2 palavras ao mesmo tempo:
/palavra1\|palavra2

O vim é um editor de textos com centenas de opções, comandos, strings… Enão dá para abordar tudo aqui. Por isso, a melhor maneira de conhecê-lo a fundo é usando-o.

Agora, veja quem colaborou com a criação das dicas, e de onde eu tirei tanta informação:

Revista do Linux (Ed. 04 – Vi, vim e venci – Aurélio);
Página do Aurélio (www.verde666.org);
Dicas-L (expandtab) (www.Dicas-L.unicamp.br);
Dicas enviadas pelo amigo Uziel (uhfn@ig.com.br)
Vários tutoriais recolhidos pela internet.

Agradeço a todos aqueles que contribuiram direta e/ou indiretamente com os tutoriais.

Dicas desenvolvidas e gentilmente cedidas por Copag. Publicado em 30_06_2003.

Fonte:

http://www.infowester.com/linuxvi.php

Gravar mídias via linha de comando

Como tenho me dedicado a utilizar mais o terminal, pois tenho testado a interface gráfica Fluxbox, vou relacionar aqui uns comandos muito úteis para utilizar em substituição aos programas Brasero, K3b, GnomeBaker entre outros de interface gráfica. Então vamos lá!

1. Apagando uma mídia do tipo RW.

1.1. Primeiro devemos desmontar a unidade:

# umount /dev/cdrom

1.2. Agora, apagamos a mídia com o comando:

# cdrecord dev=/dev/cdrom blank=fast

OBS.: Eu coloquei “#” nos comandos acima mas não tenho certeza, no momento, se não funcionam também como usuário comum, “$”. Testem para saber, ok?

 

2. Criar e gravar um arquivo .iso.

2.1. Neste caso, existem dois comandos a se escolher. Pode ser este:

$ dd if=/dev/cdrom of=/pasta/onde/se/deseja/gravar.iso

Ou este:

$ mkisofs -r -J -o trabalho.iso /pasta/onde/se/deseja/gravar

Explicação dos parâmetros:

-r → permite que qualquer cliente possa ler o conteúdo do arquivo gerado, o que evita problemas ao tentar ler o arquivo no Windows, por exemplo (para os que o utilizam…)

-J → mais uma opção para manter compatibilidade no Windows, que seria ativar as extensões Joliet.

-0 → especifica o nome do arquivo ISO que será gerado.

Eu ainda não testei este segundo comando, apenas o primeiro. E olha que ele funcionou onde os programas de interface gráfica citados acima não foram capazes de o fazer, hein?!

2.2. Gravar a .iso gerada acima:

$ cdrecord -v -fs=16M speed=8 dev=0,0,0 -data nome_da_imagem.iso

Explicação dos parâmetros:

-v → modo verbose: exibe informações durante a gravação, ou seja, o que está sendo feito.

-fs=16 → especifica o tamanho do buffer na RAM em megabytes. Substitua o 16 por um número menor caso se tenha pouca RAM.

-speed=8 → velocidade de gravação. Pode ser qualquer número suportado pelo teu gravador. Graças ao cache de memória e à multitarefa real, o sistema oferece uma tolerância maior durante a gravação. Quase sempre se consegue gravar em 8x ou mais, mesmo que continue vendo um filme no media player, por exemplo.

-dev=0,0,0 → é a localização do gravador. O 0,0,0 é o padrão para gravadores IDE, na maioria das distros. Se não funcionar, use o comando “cdrecord -scanbus”, como root para ver onde está instalado o teu gravador.

 

Agora é só brincar um pouco de apagar e gravar cd/dvd via linha de comandos, eheheh.

 

Problemas com bloqueios de processos

Sempre que utilizamos o instalador de programas, seja ele o Synaptic, dpkg ou o apt-get, podemos encontrar alguns problemas, como a frase típica (ou similar a esta):

E: Não foi possível obter trava /var/lib/dpkg/lock – open (11: Recurso
temporariamente indisponível)
E: Impossível travar o diretório de administração (/var/lib/dpkg/), está
em uso por outro processo?

Calma, não se desespere ainda! Existe solução para tal…

Isso pode acontecer por diversas razões: a energia pode ter caído no momento que estavas a atualizar o sistema e, ao reiniciar a máquina e utilizar o apt novamente, certamente encontrarias esta mensagem.

Um outro motivo pode ser que estejas utilizando o Synaptic e, em linha de comando, desejas instalar algum outro programa. O linux não faz isso ao mesmo tempo. Aí, neste caso, a solução é mais simples: você deve fechar a janela do Synaptic (desde que não a estejas utilizando, claro).

Um caso que aconteceu comigo foi o seguinte. A mensagem veio porque ao instalar o programa wine, o Synaptic veio a querer instalar também, como dependência, o ttf-mscorefonts-installer, que nada mais é que um script de instalação de uma fonte true type. Ou seja, ele se executa pingando em diversas ip’s, para baixar e instalar a fonte específica. Aí deu problema, pois aqui, neste sistema, a internet é aberta somente para as ip’s do repositório oficial do Ubuntu e, então, o programa ficou em loop, sem conseguir acessar a respectiva ip.

Daí tive que dar o famoso “Control+C” para interromper o processo e, como conseqüência, veio a mensagem acima.

Como eu resolvi?

Primeiro o comando:

$ sudo dpkg –configure -a

que, neste caso, não funcionou, continuando a mensagem. Daí eu fiz, em seqüência:

$ sudo rm -f /var/lib/dpkg/lock

$ sudo rm -drf /var/lib/dpkg/updates/

$ sudo aptitude -f clean

$ sudo aptitude -f update

$ sudo aptitude -f install

$ sudo apt-get autoremove

Depois de todos estes comandos é que o sistema voltou a funcionar normalmente. Só tive que recriar a pasta /var/lib/dpkg/updates para que o sudo aptitude update voltasse a funcionar normalmente.

Espero que estas dicas ajudem a vocês também.

Fonte:

http://web.archiveorange.com/archive/v/I6z0onHYg19sfZSJzdrs

Como saber o comando de algum programa pela pasta /proc

Às vezes, quando estamos a usar algum programa, que não seja via terminal, sempre tive a curiosidade de saber como seria o comando para que aquilo se realizasse no shell. Com algumas informações sobre as diversas pastas do linux, consegui a resposta. Está relacionado com a pasta /proc.

Vou explicar melhor com um exemplo prático.

Qual seria o comando para tocar uma música de uma pasta qualquer pelo Totem?

Faça assim:

Abra o Nautilus e dê um duplo clique na música que desejas. Abra também o gnome-terminal e dê o comando “top“, para saber qual o número do processo que faz o Totem funcionar.

No meu caso, foi o PID 7237. Aperte a tecla “q” para sair do top, e vá até a pasta recém criada na /proc com o este número:

$ cd /proc/7237

Nesta pasta, tem um arquivo chamado cmdline e é nele que conseguimos ver o nome do comando:

No caso acima, eu utilizei o editor vi pois o gedit não foi capaz de identificar a codificação do texto que se encontrava no arquivo.

Com esta dica, podes saber outros comandos talvez mais complicados, como aplicar um efeito em uma imagem pelo Gimp, formatar uma mídia de dvd-rw, entre outros.